sexta-feira, 15 de junho de 2012

Crise entre PT e PSB em Fortaleza repercute na Folha de São Paulo

O Jornal Folha de São Paulo noticiou na edição de ontem (14), a crise existente entre a aliança PT-PSB no Ceará e no Pernambuco. O jornal destacou os constantes embates entre o grupo do governador Cid Gomes e o grupo da prefeita Luizianne Lins.

Em depoimentos recentes, o deputado federal Eudes Xavier (PT) disse que Cid Gomes já se apossou do PT de Sobral e agora quer dominar o PT de Fortaleza. “Ele quer mandar no PT do Ceará, mas não conseguirá,” disse. Do outro lado, o governador diz que, além de não atender as ligações, agora, também, não senta para conversar com Luizianne. Segundo o jornal, lideranças como o presidente Lula ainda tentam salvar a aliança.

Na Assembleia Legislativa do Ceará (AL), os deputados que retornaram aos mandatos já fazem sua parte para amenizar a crise. Apesar da posição de oposicionista, assumida pela prefeita Luizianne Lins, em relação ao governador Cid Gomes, não há sinais de abalo na sólida base de Cid na AL. Todos são unânimes em admitir a importância do governo Cid Gomes e da aliança no segundo turno de Fortaleza.

Força tarefa

Na verdade, até, o grupo da prefeita já começa a entender a importância da aliança para a sobrevivência do projeto, além de tirar a possibilidade de volta da oposição ao poder. Os discursos, salvos alguns casos, já começam amenizar.

Agora o grande desafio dessa aliança para o segundo turno será convencer, em caso de êxito do PT, Cid a apoiar o mesmo Elmano. Ou a Luizianne a apoiar um candidato do PSB, caso Cid tenha êxito. E pior, ainda, se os dois forem ao segundo turno. Aí o problema aumentaria e poderia inviabilizar definitivamente a aliança para 2014.

Existe uma máxima na comunicação que diz que “só é convencido, quem se deixa convencer”. E esse é o problema. Luizianne está preparada para não se deixar convencer, ou seja, ela já decidiu que não soma mais com Cid, e pronto!
 
Em meio a todo esse imbróglio, uma coisa é certa: Luizianne tem o PT de Fortaleza nas mãos e vai até o fim na sua estratégia de rompimento. Então, é melhor os dissidentes dessa tese começarem trabalhar pela aliança estadual, onde a Luizianne é limitada em termos força interna, e esquecer a eleição de Fortaleza. Lá, ela já decidiu.

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